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No campo

Produzindo café para as gerações futuras

11.07.2018

Seja arábica, seja robusta, o café cultivado na ilha tropical de Sumatra, Indonésia, é conhecido por seu corpo suave e doce. Os amantes do café detectam sabores da terra, com notas de fumaça, cacau, tabaco, madeira de cedro e até notas cítricas. Mas, a exemplo de outros cafés, o grão de Sumatra precisa de condições estáveis e previsíveis. Desenvolver o perfil de sabor desejado exige uma mix preciso de temperatura, chuva e clima seco em períodos específicos do desenvolvimento da lavoura. As mudanças climáticas estão complicando tudo isso.

Os cientistas não têm como prever exatamente qual será o impacto do aquecimento gloal das temperaturas na produção de café em longo prazo. Mas os produtores de todo o mundo já estão vendo os efeitos adversos.

Além de reduzir a área disponível para a produção de café, o aumento das temperaturas e os padrões climáticos imprevisíveis aumentam a ameaça de pragas e doenças.

Enquanto os líderes mundiais buscam, em nível global, a melhor forma de prevenir as mudanças climáticas sem controle, os cafeicultores podem se beneficiar de apoio técnico local.

Como uma das três principais empresas de comercialização de café do mundo, a Louis Dreyfus Company (LDC) desempenha seu papel ajudando os cafeicultores a se adaptar.

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A abordagem da sustentabilidade da LDC é baseada em dados de pesquisa reunidos junto a mais de 22 mil agricultores em todo o mundo. Os agrônomos da empresa fazem até quatro visitas por ano em cada propriedade para conhecer problemas locais e divulgar técnicas agrícolas sustentáveis, adaptadas às necessidades e condições de cada região.

“Apoiamos os produtores para que as futuras gerações possam desfrutar de café de boa qualidade em 30 anos”, diz Rozenn Kerviel, Gerente de Sustentabilidade de Café da LDC.

“E, para que isso aconteça, precisamos adotar uma abordagem dupla: disseminar as melhores práticas agrícolas e, ao mesmo tempo, adotar um modelo economicamente viável.”

Plantando árvores

Em Sumatra, Indonésia, os agrônomos da LDC oferecem treinamento das melhores práticas de café e incentivam pequenos agricultoresa plantar árvores nativas ao lado de seus cafeeiros, como parte de um programa apoiado pela Fundação Louis Dreyfus. Além de fornecer alimentos nutritivos para os agricultores e suas famílias, o objetivo dessa iniciativa é ajudá-los a diversificar suas fontes de renda além das metas de autossuficiência alimentar e a desenvolver receitas de longo prazo a partir da madeira.

Abacate, plantas cítricas e outras árvores também beneficiam as lavouras de café de várias maneiras. A sombra das árvores reduz a temperatura do ar, aumenta a umidade relativa e, dessa forma, reduz a evaporação dos cafeeiros.

Os agricultores também podem se adaptar ao irrigar suas árvores, utilizando cobertura vegetal e terraços. Mudar para outras espécies de café - por exemplo, do arábica para o robusta, mais resistente - também pode ajudar.

Além de mitigar o impacto das mudanças climáticas, o programa também ensina métodos de poda, técnicas de enxertia, adubação natural e manejo do solo. Os cafeicultores também recebem informações relacionadas a preços e mercados. Até agora, o programa já chegou a mais de 7,5 mil agricultores em Sumatra.

“O treinamento em técnicas de cultivo e manejo do solo está me ajudando diariamente”, diz Firdaur, um cafeicultor em Lampung, no extremo sul de Sumatra.

Ele aderiu ao programa em 2014, após muitos anos difíceis de baixa produtividade. Hoje, ele produz 4 toneladas de café cru por ano, muito acima da 1,5 tonelada produzida em 2003.

A LDC se engaja em projetos de sustentabilidade em outros países, incluindo o Vietnã, e espera desenvolvê-los em outras partes do mundo.

“Estamos trabalhando para manter o café um negócio sustentável e lucrativo para beneficiar agricultores, consumidores e todos os demais”, afirma Guy Hogge, Head Global de Sustentabilidade da LDC.

“Por meio desse projeto, estamos nos adaptando não somente às mudanças climáticas, mas também à complexa cadeia de valor do café, que exige ações concretas em nível de fazenda, enquanto se integra à demanda do mercado. Nosso trabalho de sustentabilidade tem a ver com isso.”

© 2018 Louis Dreyfus Company

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