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Utilização do DNA para rastrear o algodão

11.07.2018

O algodão mais procurado é o produto de defibra longa. Valorizado no comércio, é extremamente difícil identifica-lo a olho nu.

Como o algodão viaja milhares de quilômetros ao redor do mundo, existe grande possibilidade de que ele seja misturado ou mesmo trocado por materiais de qualidade inferior.

É por isso que fabricantes e comerciantes buscam cada vez mais novas maneiras de verificar a qualidade do algodão.

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Para resolver o problema, a Louis Dreyfus Company está usando um sistema que utiliza o DNA para determinar a pureza e a qualidade dos produtos.

Embora a maioria das pessoas associe o DNA exclusivamente à comprovação da paternidade ou à identificação de ancestrais, a tecnologia também pode revolucionar o rastreamento de fibras ao longo de suas cadeias de fornecimento.

Desenvolvido pela Applied DNA Sciences, a tecnologia Signature T utiliza pequenos marcadores genéticos que são aplicados no algodão, na descaroçadora, imediatamente antes de o produto ser embalado e transformado em fio. Os marcadores de DNA se ligam às fibras da planta e agem como um código de barras microscópico que pode ser rastreado ao longo de toda a cadeia de fornecimento.

Trabalho de detetive

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Em cada parada nessa trajetória, amostras são colhidas e testadas para verificar se “as etiquetas de DNA” ainda estão ali e se o algodão de alta qualidade não foi substituído por outro.

“Os materiais podem ser testados até sete vezes durante esse processo”, diz Rodger Glaspey, diretor administrativo da Plataforma de Algodão nos EUA.

“E só nós temos essa tecnologia específica.”

Os rótulos PimaCott e Homegrown, que são utilizados para marcar o algodão rastreado por meio do DNA, são úteis para fabricantes, comerciantes e varejistas. E estão cada vez mais voltados ao consumidor também.

“Se você vir esse rótulo em uma prateleira, pode ter certeza absoluta de que está adquirindo o produto legítimo”, diz Glaspey. “É garantia de pureza.”

Mas qualidade é apenas um dos desafios. Vinculado a questões de sustentabilidade, o setor e mais os consumidores querem saber de onde vem o algodão.

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A tecnologia atual ainda não indica a exata fazenda da qual vem o algodão, mas ela se tornou uma ferramenta importante para sustentabilidade e qualidade.

“As pessoas querem rastrear e entender o fator sustentabilidade? Sim”, afirma Steve Dyer, Head Global de Marketing de Algodão.

“A LDC quer estar na vanguarda disso. Àà medida que amadurece, a tecnologia nos ajudará a abordar cada vez mais questões de sustentabilidade ligadas à produção e ao comércio de algodão.”

Hoje, somente uma pequena fração do algodão é rastreada pelo DNA, mas “a iniciativa está crescendo rapidamente”.

© 2018 Louis Dreyfus Company

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