LDC

No campo

“Acorde e sinta o cheiro do café”

11.07.2018

O café corre no sangue de Tin Nguyen, agrônomo sênior da LDC. Filho de produtores, ele cresceu na província de Dak Lak, no Vietnã, a capital do café do país.

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Tin cresceu numa região de colinas verdes a perder de vista, um clima tropical e o solo basáltico criam condições favoráveis para o cultivo de diversas variedades de café, incluindo arábica e robusta.

“Eu já conhecia o cheiro e a aparência do café desde muito jovem”, lembra.

Ser criado e trabalhar em uma fazenda de café pode ter sido tudo, menos fácil. Por vivenciar o trabalho árduo e as dificuldades enfrentadas por sua família e outros produtores, Tin decidiu estudar agronomia.

“A vida em uma fazenda é difícil. Meus pais trabalharam duro do amanhecer ao anoitecer para sustentar a família.”

“Por entender esses desafios, decidi dedicar minha carreira a ajudar os agricultores a melhorar a produção, reduzir os custos e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente.”

Depois de estudar fitossanidade na Universidade de Agricultura e Silvicultura na cidade de Ho Chi Minh, Tin sempre trabalhou no setor cafeeiro, apoiando a área de sustentabilidade de uma importante empresa vietnamita e depoisl como trader em outra companhia local. Em setembro de 2011, ele ingressou na LDC como engenheiro agrônomo de café.

Volta para casa

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Hoje, ele está de volta à sua província natal, na cidade de Buon Ma Thuot, onde administra a certificação e a pesquisa de sustentabilidade em Dak Lak.

“A região de Dak Lak é meu lar, então é natural que eu tenha me especializado em café. Gosto da forma como meu trabalho combina habilidades técnicas e conhecimento agrícola.”

Mesmo próximo de suas tradições familiares, o trabalho de Tin difere muito daquele que seus pais fizeram. Ele concentra seus relatórios e pesquisas nas tendências mais recentes, incluindo o crescimento acentuado de mercados sustentáveis de café e um clima em rápida mudança.

“O componente de sustentabilidade do meu trabalho envolve as certificações de nossos cafés”, diz. “Por causa das minhas atividades em pesquisa, preciso elaborar relatórios frequentes sobre o que há de mais novo no mercado de café e sobre situações de cultivo na província de Dak Lak, além de agendar atividades a campo.”

Em “dias de escritório”, ele faz reuniões e encontroscafé com colegas, compradores e líderes de grupos de agricultores Em “dias de viagem”, ele visita até 27 fazendas, entrevistando agricultores por meio de um questionário detalhado sobre temas como produção de café, volumes de estoque, evolução de vendas e situação da safra.

Repassando conhecimento

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O treinamento é parte importante do trabalho. Tin apresenta workshops para líderes de grupos de agricultores sobre práticas agrícolas sustentáveis, incluindo a aplicação adequada de pesticidas e plantio consorciado, incluindo contabilidade e as recentes tendências do mercado.

“Conseguimos muitas melhorias desde o início do programa de treinamento”, diz Tin.

Questionado sobre o impacto do seu trabalho, ele responde sorrindo:

“Acho engraçado como poucas pessoas acreditam que os agrônomos podem prever com precisão o tamanho das colheitas futuras. Isso é possível devido à quantidade de pesquisas de campo que realizamos e por causa da troca de informações constante que realizadmoss.”

Hoje, o trabalho de Tin é mais necessário do que nunca.

Em todo o mundo, os cafeicultores estão enfrentam os efeitos adversos do aquecimento global e da mudança dos padrões climáticos. Para desenvolver o perfil de sabor desejado, o café precisa de uma mix preciso de temperatura, chuva e tempo seco nas épocas certas do desenvolvimento da lavoura.

No Vietnã e em outros países do chamado “Cinturão do Café”, a mudança climática está dificultando esse mix. Para satisfazer consumidores cada vez mais exigentes, os agricultores precisam adaptar a produção constantemente.

No futuro, Tin acredita que a cafeicultura vietnamita passará por uma mudança rápida e promissora.

"O impacto das mudanças climáticas obrigará os agricultores a adotar práticas mais alinhadas aos padrões internacionais", pondera Tin, que acredita que, como resultado disso, o café vietnamita se tornará mais competitivo nos mercados globais. “A LDC está comprometida em ajudar os agricultores a alcançar esse desenvolvimento.”

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