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Nossas raízes

Parte 2: A semente que alimentou o mundo: revolução na agricultura

11.07.2018

Depois de o trigo passar a ser amplamente cultivado no Oriente Médio e na Ásia, surgiram mais inovações agrícolas ainda que lentamente. Passaram-se quase 3 mil anos para que os agricultores chineses desenvolvessem um peiteirar de cavalo que, ao não pressionar a traqueia do animal, permitia que os animais puxassem cargas mais pesadas e arassem mais rápido que um boi.

Em seguida, outro marco importante na produção de trigo ocorreu na Inglaterra quase 2 mil anos depois, quando Jethro Tull, um pioneiro agrícola de Berkshire, inventou o semeador. Até 1701, os agricultores ainda cultivavam trigo manualmente, da mesma forma como faziam desde 9 mil A.C. Com a invenção de Tull, se passou a plantar trigo em linhas retas e na profundidade ideal. Foi uma revolução tanto em produção como em produtividade, especialmente no outro lado do Atlântico. Na Nova Inglaterra, os colonos estavam receptivos às novidades que os ajudassem a aproveitar ao máximo a terra da oportunidade em que viviam agora.

Os campos de trigo da América do Norte ganhariam importância global nos cem anos seguintes. Graças a esse cereal, milhares de pessoas atingidas por desastres ambientais, como indundações, foram salvas da fome. Os arados se espalharam por vastas áreas da América, bem como da Argentina e da Austrália.

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Um efeito colateral da difusão do trigo e de técnicas agrícolas mais modernas foi o aumento da população. Comunidades cada vez maiores dependiam do trigo para seu sustento. Isso aumentou a pressão sobre os agricultores no fim do século 19 e no início do século 20, já que a oferta não conseguia acompanhar a demanda, e havia pouca terra agricultável disponível.

Era preciso encontrar uma nova solução para aumentar a produtividade, e essa solução foi o trator. Ele era capaz de arar em lugares e sob condições em que até os melhores cavalos enfrentavam dificuldades. Os tratores melhoraram a produtividade em cerca de 25%, e com isso reverteram a ameaça de fome nomundo, ao permitirem um aumento nos volumes de trigo cultivado.

As inovações na agricultura, num cenário de crescente demanda por trigo e quantidades limitadas de terras para plantio, exigiram melhoria na fertilidade do solo para a produção agrícola. Foi aí que entraram os cientistas.

Para descobrir o que aconteceu em seguida, leia a terceira e última parte da nossa história do Trigo.


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