LDC

Nossas raízes

Parte 3: A semente que alimentou a humanidade: presença global

11.07.2018

Na virada do século 19, os produtores de trigo enfrentavam um desafio aparentemente impossível de superar: como suprir a demanda cada vez maior de uma população em crescimento com poucas terras novas disponíveis para a agricultura? A resposta foi encontrada em 1830, nas ilhas secas de aves marinhas ao largo da costa da África do Sul e da América do Sul. Os agricultores perceberam que os excrementos das aves marinhas, conhecidos como guano e ricos em fertilizantes naturais, melhoravam as condições do solo. Iniciou-se dessa forma a grande “corrida do guano”.

O guano fez uma diferença enorme na produção de trigo da Europa. No fimdo século, quando suas reservas começaram a se esgotar, os agricultores recorreram à ciência em busca de uma solução para os problemas.

Na Alemanha, em 1909, dois cientistas, Carl Bosch e Fritz Haber, conseguiram produzir amônia, uma substância que deveria melhorar a fertilidade do solo e, consequentemente, a qualidade do trigo. O único problema era que a adição desse pó branco ao solo fazia com que o trigo ficasse mais alto e mais grosso que o normal. A planta crescia, caía devido à força do vento e apodrecia. Era necessário haver uma variedade nova e mais curta do cereal.

Cecil Salmon, especialista norte-americano, coletou 16 variedades de trigo no Japão no final da Segunda Guerra Mundial. Uma delas foi a Norin 10, que crescia em altura somentea metade da maioria das variedades.

Salmon a enviou aos EUA, para um cientista chamado Orville Vogel, que começou a cruzar a Norin 10 com outras variedades de trigo. Em 1952, esse novo grão chegou ao México, onde um biólogo norte-americano, Norman Borlaug, o cruzou com culturas resistentes a fungos. Apenas dez anos depois, 95% do trigo cultivado no México já era da variedade de Borlaug, e a colheita do cereal no país aumentou 600%.

Borlaug levou seu trigo para a Índia em 1965, numa época em que muitos especialistas temiam que milhões de pessoas iriam morrer de fome. Felizmente, esse cereal prosperou nas condições locais, quadruplicando o rendimento e tornando o país autossuficiente em 1974.

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Hoje, graças a esses avanços e descobertas científicas, culturas como trigo, arroz e milho são utilizadas para alimentar a população mundial. Além de seu papel na comercialização e no processamento global, a LDC continua a gerenciar a jornada do trigo e outros grãos do campo à mesa, mantendo-se fiel ao pioneirismo de nosso fundador.

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