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No campo

Apoio a práticas sustentáveis no setor de algodão da Zâmbia

12.10.2019

A agricultura emprega mais da metade da força de trabalho da Zâmbia e, portanto, é fundamental para os esforços de mitigação da pobreza no país. Mas os observadores tendem a concordar que o setor ainda produz muito pouco, levando em conta todo o seu potencial.

De acordo com o governo, o algodão é uma das culturas mais importantes na Zâmbia e permanece vital para o crescimento econômico do país. É também uma fonte importante de renda para 300,000 pequenos agricultores, notavelmente na Província Oriental, onde os agricultores adotaram e abraçaram o cultivo nas últimas décadas.

Esses pequenos produtores de algodão produzem cerca de 300 kg por hectare, abaixo do rendimento médio no setor de algodão. Chuvas irregulares e baixos preços de mercado complicaram ainda mais a situação, levando muitos zambianos a procurar trabalho em outro lugar.

"Se queremos proteger nosso fornecimento de algodão na Zâmbia, devemos ajudar os produtores de algodão do país a aumentar a sua produtividade e renda", diz Eran Wilson, que gerencia o projeto de três anos da LDC para impulsionar a produção local de algodão.

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O planejamento da primeira fase do projeto começou em 2017 com a Cotton Export House Africa (CEHA). O objetivo é, eventualmente, apoiar 100.000 pequenos agricultores de algodão, treinando-os em Boas Práticas Agrícolas (do inglês, Good Agricultural Practices - GAP) para aumentar seus rendimentos e produção, ao mesmo tempo protegendo o meio ambiente, ampliando, assim, a renda dos agricultores e melhorando sua qualidade de vida.

Historicamente, os produtores de algodão da Zâmbia tendem a usar insumos semelhantes ano após ano para o controle de pragas. Isso permitiu que as pragas se tornassem resistentes a certas formulações de insumos, e as perdas resultantes da colheita levaram a reduções de rendimento de mais de 25% nos últimos cinco anos. O projeto mostra aos agricultores como controlar as pragas usando produtos mais eficazes e menos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Os agricultores também são incentivados a ajudar a proteger a fertilidade do solo por meio da rotação de culturas e plantação de outras espécies, como musangueiras, feijão aveludado e cânhamo.

Há também uma dimensão de gênero abordada neste projeto, pois as mulheres constituem uma parte significativa da força de trabalho no setor de algodão da Zâmbia. Ao aprender técnicas agrícolas aprimoradas, as agricultoras ganham confiança, credibilidade e capacidade. Por sua vez, isso gera rendimentos mais altos e uma melhor chance de exercer mais poder no setor.

Existem muitas sinergias que devem se unir para criar sustentabilidade na agricultura, e este projeto resume como a LDC, como empresa, está se engajando com nossos pequenos agricultores para trabalhar em prol dessa ambição.

"Vemos esse projeto como uma situação que beneficia a todos", conclui Eran. "É bom para os agricultores, bom para nós, e apoia o desenvolvimento de um setor que é uma fonte de crescimento econômico para o país, que também será bom para a Zâmbia."

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